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1 min readAug 11, 2020
Às vezes as palavras fogem simplesmente.
E fico eu pensando, onde é que elas vão?
Talvez sejam como um gato independente,
Selvagens demais para conter com um não.
Às vezes, acho que as palavras me traem.
Mas na verdade, o que faço é me apropriar.
E no fundo sei que elas não me pertencem,
Mas sempre as inspiro, como se fosse ar.
Às vezes, me assusto com a Crueldade.
Num momento sou Gatilho e no outro, Alvo.
Ainda, a mais apavorante é a Realidade,
Pois sei bem que dela nunca estarei a salvo.
Às vezes, elas fogem para um mundo perdido.
E eu apenas navego as entrelinhas,
Escrevendo tudo partido por um pequeno risco,
Pensando, melhor deixá-las sozinhas.